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Em 612 a.C., o Império Neobabilônico, criado pelos caldeus e liderado por Nabucodonosor II, conquistou Nínive, a capital assíria, por conseguinte dominando todo o império. Em 539 a.C., Ciro, o Grande, líder do persa Império Aquemênida, conquistou a Babilônia e o território sírio passou a fazer parte dos seus domínios. Na organização territorial do imperador Dario I, a Síria, junto com a Palestina, a Fenícia e o Chipre, era parte da satrapia “Do outro lado do rio”, dentre cujos principais centros estavam Damasco e as cidades fenícias.
Fontes: pt.wikipedia.org
=== Gregos, romanos e bizantinos === Em 333 a.C., as tropas de Alexandre, o Grande derrotaram os persas na Batalha de Isso. Com isso, todo o Oriente Próximo cai nas mãos do Império Macedônico. Após a morte de Alexandre, em 323 a.C., seus generais disputaram o domínio da Síria entre si até que, na Batalha de Ipso (301 a.C.), foi decidido que o norte da região em disputa pertenceria ao Império Selêucida e o sul, ao Reino Ptolemaico. Os ptolemaicos respeitaram a autonomia e a cultura dos povos dominados, enquanto que os selêucidas fundaram colônias militares e cidades, como Antioquia, Apameia e Selêucia Piéria. Por volta de 200 a.C., os selêucidas conquistaram o sul da Síria. Durante os quase três séculos de domínio helênico, houve uma forte influência cultural grega nos povos levantinos e muitos dos locais foram helenizados.
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No final do período helênico, as disputas pelo poder no Império Selêucida fizeram-no perder o controle de muitas regiões do Oriente Próximo. Ao norte, conseguiram manter seus domínios, mas, ao sul, houve o surgimento de três reinos: o da Itureia, da Judeia e Nabateu. Em 83 a.C., a Síria foi tomada pelo Reino da Armênia, que governou essa porção até os romanos, liderados por Pompeu, conquistarem a região entre 64 e 63 a.C., transformando-a em uma província romana, renomeada durante o reinado do imperador Adriano para Síria Palestina. No início do Império Romano, a Síria era uma das províncias mais importantes. A prosperidade dessa região durante o domínio romano dependia dos cultivos de uvas, oliveiras e frutas, das indústrias de tintura, tecelagem e metalurgia e das rotas comerciais vindas do leste para o Mediterrâneo, passando por cidades como Palmira, Bostra e Damasco. Com a divisão do Império Romano, a Síria passou a fazer parte da sua porção oriental, o Império Bizantino. A Síria se tornou uma importante base de operações bizantina durante as Guerras bizantino-sassânidas. Houve vezes em que essa região foi invadida pelos sassânidas, a mais duradoura das quais durou de 606 a 628.
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A conquista árabe da Síria se iniciou entre 633 e 634, tendo como líder mais importante Calide ibne Alualide. Em 634, Damasco foi conquistada pelo Califado Ortodoxo. O imperador bizantino Heráclio (r. 610–641) tentou contra-atacar os árabes na Batalha de Jarmuque (636), mas não deu certo; em 640, a conquista já estava completa. Em 660, foi estabelecido o Califado Omíada, tendo como capital Damasco, que se torna um importante centro cultural e religioso islâmico, acumulando ainda mais riquezas. Os califados toleraram os hábitos e a religião dos cristãos e judeus que viviam em seus domínios, mediante pagamento de imposto. Os sírios, em grande parte, foram arabizados e islamizados ao longo do tempo. Em 750, os abássidas tomaram o poder do califado e transferiram sua capital para Bagdá. A Síria foi uma província resistente ao domínio dessa nova dinastia e ainda leal aos omíadas; a última revolta pró-omíada foi em 905. Ao mesmo tempo, os cristãos foram tratados com menos tolerância, acelerando a islamização. Conforme o Califado Abássida se desintegrava, essa região saía da área de influência de Bagdá. Em 877, o território sírio foi anexado pelo Reino Tulúnida, o primeiro dos Estados baseados no Egito a governar essa região do Levante. O século IX na Síria foi marcado pelo surgimento do Emirado Hamedânida, fundado por uma dinastia baseada em Alepo, e pelo domínio ao sul dos iquíxidas (941–69) e dos fatímidas, estes últimos dominando a a região por um século. Na segunda metade do século XI, toda essa área passa a ser domínio dos turcos seljúcidas, cuja capital estava na Anatólia.
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